segunda-feira, 4 de março de 2013

“Na maioria das vezes, os relacionamentos são desperdiçados pela contrariedade de opiniões, ou até afastamento de ambas ou uma das partes. Corrijam-me se eu estiver errada. O problema é que, quem sente mais sofre mais, e é exatamente como estou agora, sofrendo pela perda de uma pessoa que não irei ter de volta. Amizades são complicadas aos olhos do irônico, e minha frieza foi consequência dos seus afastamentos momentâneos, que agora são definitivos. Tu eras a pessoa em que eu mais confiava nessa vida, minha melhor amiga, ou devo dizer “ex-melhor amiga”? Existe “ex” quando o assunto é amizade? No meu ponto de vista, se é amigo, não há motivos que permitam o afastamento, mas no nosso caso foi diferente, ou nós nunca levamos essa amizade a sério? Lembro-me da infância, bonecas vestidas de flores, lenços bordados de fita, conversas de um futuro que, pensando como gente grande, não existe. O colegial foi repleto de descobertas, primeiro beijo, primeiro caderno com dez matérias, primeiro remédio para cólica, primeiro “eu te amo”, primeira página de um diário que ainda não terminou. Hoje, depois da infância, depois das épocas inesquecíveis do colegial, me pego lembrando o motivo do nosso afastamento, coisa boba de menina, mas que vieram à tona quando, no vídeo do meu vigésimo aniversário, você estava. Ai que saudade, menina. Tantos momentos vivemos juntas, será que tanto aborrecimento leva mesmo a algum lugar? E todas as nossas juras de cuidado, onde foram parar nesse exato momento? Devo-lhe dizer que, não importa o quão longe estamos uma da outra. Amo-te como se fosse o primeiro dia e espero que se cuide. Cuidado com os rapazes, tu és linda e deve se valorizar, cuidado com as falsas juras de amor, e a pegadinha na prova do vestibular. Se cuida na rua, em casa, nos bares e baladas da vida e perdoa-me, por não saber valorizar o que tinha nas mãos. Cuida-te menina, enquanto não posso fazer isso. Sinto sua falta, e assim, há um vazio dentro de mim.”

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