Só descansa quando escrevo, só alimenta-se quando amo, só acalma-se se estou entre os braços de outro alguém que de certa também nutre alguém dentro de si. Se por teimosia ou preguiça estou distante dos papeis e das canetas, ele grita, me machuca. É perturbada. Quando escrevo outra vez, descansa. Percebi que em noites de insônia, no silencio próprio das madrugadas ela geme. Não tenho muita certeza, porem acredito que ela tem medo de escuro porque sempre que deixo de escrever e tudo dentro de mim é um abismo negro ela chora baixinho acelerando meu coração, impulsionando-me a apanhar o papel e transcrever as agonias que a vida me trás. Cansei de conversar e pedir que não me perturbe tanto. À esse alguém dei o nome de alma e agora ela está cansada.
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