Soube que ele era pra mim,
pois ele sorria daquela maneira que só se
sorri quando se encontra algo seu que está guardado em outra pessoa.
Soube também,
pois quando eu quis que ele se despisse, ele já estava
despido de todos os outros, do próprios vícios, do cheiro alheio, do
que não poderia ser compartilhado comigo. E também soube,
pois tive
vontade de despir-me também, coisa que
ninguém nenhuma outro havia
conseguido perturbar em mim. Ele conseguiu mudar em mim coisas que nuca pensei que mudaria por ninguém...
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