quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Não sou a mesma de antes. Sigo solitária, sozinha e esperando alguma luz para recomeçar, para voltar a ser o que eu sempre fui. Mas como voltar a ser o meu eu anterior, sem o que fazia parte de mim antes? Não é possível reconstruir um sonho sem a metade dele, sem a metade mais importante que lhe falta.
Lembro-me das minhas palavras, dos meus choros, perdoe-me se não lhe soaram sinceros, eu digo que foram. Minhas palavras nunca mentiram, meu choro sempre foi sincero, sim.
E agora eu sigo, simplesmente porque tenho que seguir. Lamentando a sua falta, lembrando do lugar que tantas alegrias já me deu. Por sorte eu tenho pessoas que me amam, que me apoiam, mesmo que algumas não gostem de mim. Talvez agora eu veja a caminhada da vida mais de leve, apenas um caminho reto e sem muitos empecilhos, mas sigo o caminho reto. Sem muitas emoções, embora a tristeza pese em meu coração.
E mesmo sabendo que acontecerá, que a qualquer momento você baterá em minha porta talvez com lágrimas nos olhos, para um último adeus, eu ainda não posso aceitar a ideia. Eu sim já me vejo deitada em seu ombro, chorando as minhas tantas mágoas, as minhas incontáveis lágrimas, os meus inúmeros choros. Calculando, ou melhor dizendo, tentando calcular a falta que você me fará… Até quando aguentarei? Até quando olharei para os seus olhos cor de mel e suportarei o fato de que em breve, eu e você estaremos longe um do outro? Algo me dá forças, mas ainda não descobri o que.
De qualquer forma, quero agradecer por ter essas forças, porque elas me mantêm de pé, me suportam e aturam a minha angústia.
E eu vou sobreviver. Eu prefiro acreditar que é apenas um momento a mais, na verdade, alguns momentos a mais. Algumas tristezas que deveriam ser sofridas, e que se não fossem essas, seriam outras provavelmente piores

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