sexta-feira, 18 de novembro de 2011

As vezes pela madrugada eu me levanto e vou em direção à janela, só para escutar o silêncio da noite, ver o brilho das estrelas, sentir o vento frio no meu rosto. Essas noites me acalmam, como eu acho linda a simplicidade da noite. De repente eu percebo que fiquei horas parada no parapeito da janela, pensando em você. Juro que eu tentei te esquecer, mas não é possível quando o coração me faz te amar a cada dia mais. Pensando bem, sou feliz por ta amar. Sou feliz por sorrir enquanto você fala comigo. E eu preciso tanto te amar cada vez mais, o que eu sinto para mim sempre será pouco perto do que você merece. Me deixa te amar? me deixa pensar em você e perder o sono por sua causa? me deixa ficar sem ar a cada palavra que diz pra mim? me deixa viver do seu lado? Me deixa te amar? Como se fosse possível pedir. Como se fosse possível de se controlar. Aconteceu do nada… fui juntando os sorrisos, fui juntando os suspiros, o ar que eu perdi, os momentos, os olhos… e cada gesto simples gerou um sentimento tão grande, tão grande que nem cabe em um coração só. Heey anjo, quer dividir todo esse amor comigo? Eu precisava te ouvir, eu sei que falo demais e minhas falas aflitas ocupam espaço o tempo inteiro, então hoje parei para escutar tudo o que você tem a dizer, então diz meu amor. Ah como sou tola, já estou viajando pra longe novamente, criando diálogos que talvez não venham a ocorrer, sonhando. Simplesmente sonhando. Que eu saiba, sonhar não arranca pedaço. Mas sonhar também dói, porque realizar um sonho requer esforço e muitas vezes o máximo que podemos fazer ainda é muito pouco do que é preciso. Vou me iludir. Sonhar com o impossível só por esta noite. Afinal, me iludir é uma das minhas maiores manias e no fundo tenho que admitir: eu gosto da ilusão. Gosto até da dor que a ilusão me causa. Gosto da dor, não do sofrimento porque dor e sofrimento são coisas distintas. A dor é passageira, o sofrimento não e quando a dor demora a desaparecer já pode ser considerado sofrimento. Ta doendo coração? desculpe, desta vez não pude me impedir. E no fundo eu tenho que pedir desculpas para mim mesma. Desculpe coração por todos as quebraduras. Desculpe cérebro, por ter te feito pensar tanto em uma mesma pessoa. Desculpe mãos, por ter feito vocês transpirarem atoa. Desculpe peito, por ter te feito ficar sem ar por tanto tempo. Desculpe-me? Eu sempre acabo me desculpando e caindo novamente em uma outra ilusão, então devo pedir desculpas novamente por ser viciada em amores imperfeitos, por suportar as lágrimas sem ninguém por perto, por sofrer. É, acho que cheguei ao estágio ‘sofrimento’ e não dá pra colocar a culpa no coração por ter amado a pessoa errada, a culpa foi da minha consciência que alimentou tal ilusão. Me desculpe. Agora vou me deitar pois já está amanhecendo e eu ainda estou no mesmo parapeito daquela mesma janela. Desculpe por ter ficado aqui por tanto tempo, meus pensamentos são incontroláveis.

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