Esse amor calmo
e pacífico salpicado com a emoção da urgência e do desejo. Desejo de estar
junto, de estar bem, de estar de bem. Amor real, tangível, improvável que
nasceu, cresceu e ninguém viu, ninguém previu. E ainda é assim: natural... E
como qualquer outra coisa natural, inevitável. Geralmente, não gosto de coisas
inevitáveis, de não ter escolha, entretanto, se eu pudesse escolher, ainda assim
optaria por você e tudo o que somos juntos, tudo o que só nós podemos ser
juntos.
Sermos leves e
livres, junto e presos um no outro como mariposas na luz. Ainda que isso as
consuma, ainda que isso as machuque, ainda que isso as mate, elas não conseguem
ou não querem evitar. Porque até mesmo esses insetos sabem que uma vida curta
iluminada vale 100 vezes mais que 100 vidas escuras e frias. Quero e preciso que
esse amor se mantenha acessa, para me aquecer, orientar, acompanhar e me fazer
acreditar. Acreditar que tudo vai dar certo.
A tranquilidade
da sua respiração, o conforto do seu peito, a segurança do seu abraço, o amor
nos seus olhos, tudo isso é luz que me atrai, me hipnotiza. Eu não resisto e nem
faço questão, guardo minhas energias para os males que por ventura me atingirem.
Guardo minhas energias pra transpor sua ausência, mais que isso, sua
falta.
E é por isso e
mais outras milhares de coisas que não consigo praticar o desapego com você.
Esses quilômetros entre nós me enfraquece, aumentando a proporção dos meus
problemas. Preciso da faísca de esperança e o impulso pra seguir a vida que você
me dá. Eu sei, seria louca por te deixar ser tão importante, mas é que não tive
escolha, foi peça do destino.
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