Não importa o quanto
cair doa. O quanto ruim é quando o sonho borra sua maquiagem. Não importa se
você perde amores e tem que colar o coração. O mundo não para pra que você
pense, respire e recomeçe. As pessoas não param pra você. E você não para pra
elas.
Quando tinhamos cinco
anos nos perguntavam o que seriamos quando crecessemos, nós queriamos ser
astronautas, presidentes, aeromoças,e algumas queriam ser princesas. Eu queria,
desde cedo, ser gente grande. Problemas de criança eram muito chatos. Depois,
aos dez anos perguntaram de novo, os sonhos mudaram, queriamos ser jogadores de
futebol, capa de revista, medalhista de ouro, mas pra mim ser gente grande ainda
estava bastante bom. Mais tarde aos 15 anos me perguntaram de novo o que eu seria quando
crescesse, e dessa vez era sério, eu era meio criança meio gente grande
(precoce) e meus sonhos de menina se misturavam com os sonhos de mulher.Ainda
sim inocentes.
Aos 18 anos já se
pode ir à guerra. Os meus já passaram. Não, eu não quero ir à guerra. Já
tenho minhas batalhas diarias com meus defeitos, minha inconstância e o meu
"entender os outros" que nunca funciona. Eu aprendi muitas coisas, eu sei como
se refaz a maquiagem, como me apropriar de um sorriso que não me pertence, sei
que as nuvens não são feitas de algodão e que existe uma tal de gravidade que
deixa as coisas cairem.
Mas eu não sei o que
é esse tal de sentir borboletas no estômago quando se gosta de alguém. Eu não
entendo como posso me enganar tanto com as pessoas. Na realidade sim eu entendo,
entendo que "amor de minuto não preenche coração"( Amanda). Que decepcionar as
pessoas faz parte da vida tanto quanto tomar café (Fê ). E que a gente
projeta nos outros o que não vemos em nós. Dr. Júlio (in memorian) dizia que
crescer doi. Doi. E é preciso crescer pra sentir o quanto doi
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