segunda-feira, 22 de agosto de 2011

VIDA


A vida corre o seu curso. Independente das nossas condições, simplesmente ela continua muitas vezes afável, amiga, solidária e em outras ocasiões amarga, egoísta e madrasta. Mas ela caminha colocando tudo no seu devido lugar, indiferente as nossas expectativas e sonhos.
Porém, em dado momento algo acontece que deixamos alguns assuntos pendentes. Cismamos em não querer colocar um ponto final seja por birra, inocência, ignorância, egoísmo ou sei lá o que. Aquela situação em si fica tensa, nervosa e indeferida. Muitas serão para sempre um “se” em nossa vida. Outras levam anos para desatar o nó.
A questão que essa incógnita machuca e cria em nossa mente um universo paralelo, um mundo fantástico cheio de esperanças e ansiedade, esperando apenas uma oportunidade para transformar tudo em realidade.
É como viver a eterna espera, criando fantasias, vivendo em etapas mascaradas, distorcidas e ilusórias. O “se” inibe e não permite que você construa uma base sólida e real. Ele é prejudicial e não impulsiona o seu caminhar para frente. Ele te pára no tempo e coloca um véu sobre suas perspectivas.
Mas a culpa é nossa que permitimos que essas pendências façam parte de nosso cotidiano. Elas são como muletas, desculpas que utilizamos para não seguir em frente porque temos medo de mudar, de conhecer o novo, o diferente.
Dá paúra deixar as receitas velhas de lado, afinal, é isso que conhecemos e sabemos qual o resultado final. É mais seguro. Arrisque-se e não tenha receio de encarar os novos projetos, as novas pessoas e os novos sentimentos.
Retire as interrogações da sua vida e coloque mais pontos finais. O que adianta ter uma história inacabada? Com certeza vários capítulos com frustrações e decepções. Reescreva tudo de uma forma melhorada e de preferência com um final feliz.
Não use mais desculpas para justificar as situações estagnadas. A energia deve primeiro transmutar para depois evoluir.
Largue as pendências de mão. Ou resolva ou jogue tudo ao vento, esquecendo todos os adjetivos e substantivos pertencentes a questão. Não alimente mais esse monstrinho da incerteza dentro de você.
Também não disfarce a verdade com frases feitas e ditados populares. Seja mais criativo e pró-ativo. Não dependa e nem deixe pender. Essa é a dissolução do “se”. O ponto final.

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