quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Poderia nem escrever,
pois esta paisagem, diria tudo por mim mesma!
Mas as palavras que percorrem em minha
mente e meu corpo, são mais forte
precisam ser escrita e retiradas
preciso liberar, toda a agonia, toda
representação, dividir, compartilhar!
-Não te amo como se fosse rosa de sal, topázio
ou flecha de cravos que propagam o fogo:
te amo secretamente, entre a sombra e a alma.
.
Te amo como a planta que não floresce e leva
dentro de si, oculta, a luz daquelas flores,
e graças a teu amor vive escuro em meu corpo
o apertado aroma que ascender da terra.
.
Te amo sem saber como, nem quando, nem onde,
te amo diretamente sem problemas nem orgulho:
assim te amo porque não sei amar de outra maneira,
.
Se não assim deste modo em que não sou nem és
tão perto que a tua mão sobre meu peito é minha
tão perto que se fecham teus olhos com meu sonho.
Palavras de Pablo Neruda!Um poeta amoroso, de belas palavras!
Um dia quem sabe, saberei usa-las
desta maneira magnifica!
O que dizer deste fragmento?
Bom que concordo, e resolvi complementar,
não que esteja precisando, mas
é algo que meu coração pede!
Muitos podem achar que essa seja só
mais uma paixão, uma paixão passageira!
Mas nem eu sei classificar isso que sinto.
Se fosse antes classificaria como amor,
mas hoje descobri que o amor não tem
significação, o amor é o unico sentimento
sem tais explicações!
Está dificil, só sei disso, está dificil
ver você todos os dias, e nao poder ter, tocar
e confessar esse sentimento que me agonia e
me maltrata!
Queria apenas compartilhar mesmo sabendo
as consequencias!
Então, ai está o meu complemento,
o complemento do meu inexplicavel
sentimento, do meu coração
que hoje em dia fala por si só!
Eu o amo secretamente, um secreto tão secreto
que dói, machuca e rasga por dentro e queima em brasa
o meu coração, é tão secreto, que há o súbito desejo
de dividir, compartilhar, demonstrar!
Tudo o que sinto é e permanece oculto!
Mas a hora chega, e está chegando, de desabrochar
esse sentimento!
Eu o amo sem saber o por que desse amor!
Mas pra que a resposta, se a resposta permanece
nesse sentimento!?
Eu simplesmente o tenho em meus pensamentos e
definitivamente em meu coração, e por la permanecerá
por tempos e tempos, até que um dia ele se apague
ou apenas seja domado!
Mas ele?Sempre e pra sempre permanecerá lá, intocado, isubstituivel
e principalmente inesquecivel!
s2
-O que sinto é como ver uma paisagem desta
todo final de tarde!
Pois vários sentimentos habitam o meu ser
no mesmo momento, mas principalmente
a saudade, a saudade de você, mesmo
sem nunca ter o tido!
Pois já sinto falta de algo que nunca tive
Você, eu, eu e você
Nós quatro juntos em um por de sol!
O meu amor por ti
Por que está, assim tão longe?
Assim tão distante?
O quero aqui, o quero sempre
o quero para mim!Venha, me de o seu jeito, me de sua personalidade!
Me faça feliz, me deixe ser quem eu sou!
Com você por perto, tento ser sempre a menina
a mulher!
Te conquistar foi difícil, uma batalha, contra o tempo!
Não quero parar de ter você, não quero parar
de imaginar olhos!
Não me deixa, não vá!
Por que sinto, o que sinto
justo por ti?
Algo distante, irreal, surreal!
Gosto de viver esse momento
com sentimentos oscilantes
onde habitam em mim, a tristeza e a felicidade
ao mesmo tempo!
Você faz que eu me sinta
feliz em momentos em que você presencia.
Mas a tristeza toma e habita meu ser
nos momentos que você a cita
que você lembra desta e principalmente daquela!
Por que ela?
Por que?
Por que me apaixonei por você?
Um amor difícil, um amor distante!
Neste momento, perguntas habitam meu ser
meu eu, o meu todo!
Não tenho respostas, mas as preciso!
Para descobrir o por que desta intensidade
que sinto por ti!
Você sempre foi o que quis
você apareceu de repente
e mudou o meu mundo, o meu eu
Me desconstruiu por inteira
Fez com que me sentisse mais uma vez apaixonada!
Só preciso saber que você ainda existe!
Por que apesar de todos os querer
de todo o ñ toque, eu te quero em mente
eu te quero em desejo e segredo!
Eu te quero o bem, por mais que esse bem não
seja junto a mim!
Quando você está feliz, é compartilhar desta contigo!
Quando esta triste, faz com que este
sentimento inunde minha mente e corpo
me isolando na solidão!
Não sei mais o que quero
só sei que por mais que não
o tenha, lhe sinto!
Te sinto sempre e para sempre!
Te sinto num longo e saudoso suspiro
ou que seja nesse sentimento,
que habita minha alma!
-O meu amor por ti é como as nuvens
sempre mutante, mas nunca deixa de ser o que é!
<3
♥ *--* ♥ By SU
Agora está tudo errado. Eu deveria estar do teu lado, você segurando minha mão, eu te
fazendo sorrir. Você me deixando vermelha só parar depois rir e dizer que eu fico linda
“vermelhinha”. Mas infelizmente, as coisas não são como queremos, muito menos como um
conto de fadas. Porque se fosse, a princesa ficaria com seu príncipe e seriam felizes para
sempre. Mas para sempre de verdade.
fazendo sorrir. Você me deixando vermelha só parar depois rir e dizer que eu fico linda
“vermelhinha”. Mas infelizmente, as coisas não são como queremos, muito menos como um
conto de fadas. Porque se fosse, a princesa ficaria com seu príncipe e seriam felizes para
sempre. Mas para sempre de verdade.
É chorando que estou escrevendo este texto. Chorando pelo modo como você faz parecer
que nada mais vale a pena, e que tantos anos podem ser esquecidos em 1 segundo.
E hoje estou aqui, lutando por algo que nem sei se tenho mais forças suficiente para fazer.
Tudo que quero é ser feliz ao teu lado, sem brigas, sem raivas, sem lágrimas. Apenas eu e
você, sorrindo, felizes e apaixonados. Mas se isso não acontecer, por favor, se cuida. Porque
tem alguém aqui que se importa, que te ama, que faria tudo por você, e não quer te ver
sofrer. O que me falta coragem. Isso sim. Me falta coragem de te dizer tudo isso. Talvez por
medo de acabar com tudo. Mas do que já está acabado.
E a gente ria sem parar, pensava em se casar e ter dois filhos. Um casal. Já tinhamos
escolhido até os nomes. E aquele beijo, e todos os outros, se fez silêncio em meio a tanto
barulho, O mundo parou, e era como se fosse só nós dois. Mais ninguém. Apenas nós dois.
Sinto falta dos seus abraços apertados; do seu cheiro; de quando me abraçava para me
esquentar ou quando me emprestava teu casaco, que ficava quase um vestido em mim;
Sinto falta de quando parecia meu pai, me mandando estudar; E de quando me ligava de
noite e só desligava de manhã, apesar de ambos estarem demasiados de sono; Sinto falta
de quando me chamava de “Minha”. De “Minha Pequena”; de quando brigava comigo
dizendo que amava mais. Que amava “mais do mundo”; De quando olhava pra mim, me
deixando vermelha, para depois, dizer que sou linda com vergonha e apertar minhas
bochechas; De quando me chamava de gorda chata e me abraça forte, beijando-me; De
quando cismava de deitar no meu colo, por estar com sono; De quando segurava minha
mão e não queria mais soltar; Eu sinto mesmo é falta de você.
E diz a música: “Eu sei que errei e me arrependo, mas te juro, não vou viver se não te
namorar…”. Pois é, eu errei por ser tão idiota. Me arrependo por ser tão idiota. Me sinto
meio inútil por saber que já te magoei muito, até sem saber. E sem perceber. Acho que pedir
desculpas por tudo e mais um pouco não seria o suficiente. Não daria para levar a sério a
tamanha culpa que estou sentindo por ser insuficiente e não te fazer feliz. Não sei se teria
mais chance alguma, por ser essa completa idiota. E saiba que é tudo muito difícil sem você
aqui. Sem você aqui me dando forças e tirando sorrisos bobos e apaixonados de mim.
Imagina que louco seria, nosso filho perguntando quem foi o maior amor da minha vida?
Ah, eu apenas sorriria e te abraçaria…
Lembra quando você me falou: “Agora eu parei e pensei: você entrando na igreja, toda
linda de branco, e eu com cara de bobo apaixonado lá no altar te esperando.” Pois é, Já
pensei nisso tantas vezes… Talvez por continuar acreditando que o “para sempre” existe
mesmo, e que assim como em contos de fadas e filmes, príncipes encantados existem,
apesar de você não ter um cavalo branco, nem roupas clichês (risos). Lembra também da
festa? Do dia 19 de novembro? Ah, se eu fechar meus olhos, me lembro de tudo. Tudo
mesmo. Foi um dos melhores dias da minha vida. Me lembro da sua roupa. Era uma calça
jeans, um tênis preto com cadarço amarelo neon e uma camisa da Holister laranja com
vermelha. Lembro de você chegando, subindo as escadas. Meu mundo parou, meu coração
acelerou, parou e voltou a bater freneticamente. Segundo as meninas, meus olhos
brilhavam ao te ver. Assim como brilham todas as vezes que te vejo e falo com você… Mas
acho que você é o único que não percebe isso… Eu preciso de você, preciso te ver, preciso
de sentir, te abraçar, te beijar. Só preciso de você aqui. Comigo. E agora. Para sempre.
Para todo o sempre.
Todos dizem que somos perfeitos um pro outro, que somos fofos juntos, e que nascemos um
pro outro. E, sinceramente, também acho. Pois é. Você reclama comigo como um pai
reclamaria. Cuida como uma mãe cuidaria. Dá carinho como uma avó daria. Implica
comigo como um irmão implicaria. Está aqui para tudo, me ajudando, me animando e me
aconselhando como um melhor amigo estaria. Nossa. Seu sorriso. Nossa, acho que é a
coisa mais linda do mundo. Sem brincadeira alguma. Fico te olhando de longe, admirando-
te e lembrando de tudo. Do teu abraço, da tua voz, do teu sorriso, do teu cheiro…
Já parou para pensar, no tanto de brigas causada por interferência das pessoas? De certa
forma, as pessoas se intrometiam mais do que deviam, causando um conflito
desconfortável entre nós. Não digo que foi sempre dessa forma, mas muitas vezes.
Poderíamos ter vetado a participação de qualquer que seja. E poderemos. Seria tudo mais
fácil, tudo mais feliz. Seria uma relação Eu e Você, Você e Eu. E de certo modo, você deva
concordar comigo… Ou não. Mas essa é a minha opnião.
Eu realmente te amo. Eu te amo muito. Muito mesmo
E eu só quero que saiba, jamais homem algum vai desfazer o que eu realmente sinto por você! são vários que vem e muitos que vão, mais o meu coração só pertence a você. não sei explica, mais o que eu sinto por você é uma coisa muito boa, chega o dia e eu torço para noite cair logo pra mim estar do seu lado em meus sonhos. Anjo só quero que saiba, que a melhor coisa do mundo é te amar!
terça-feira, 30 de agosto de 2011
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Eu sinto saudades..
Quando escuto uma voz, quando me lembro do passado,
Eu sinto saudades..
Sinto saudades de amigos que nunca mais vi,
De pessoas com quem não mais falei ou cruzei...
Sinto saudades da minha infância,
Do meu primeiro amor, do meu segundo,
Do último, e daqueles que ainda vou vir a ter,
Se Deus quiser...
Sinto saudades do presente, que não aproveitei
Lembrando o passado e apostando no futuro...
Sinto saudades do futuro, que se idealizado,
Provavelmente não será do jeito que eu penso que vai ser...
Sinto saudades de quem me deixou e de quem eu deixei,
De quem disse que viria e nem apareceu;
De quem apareceu correndo, sem tempo de me conhecer direito,
De quem nunca vou ter a oportunidade de conhecer.
Sinto saudades dos que se foram
E de quem não me despedi,
Daqueles que não tiveram como me dizer adeus;
De gente que passou no passeio contrário da minha vida
E que só voltei a ver na morte
De coisas que eu tive e de outras que não tive, mas quis muito ter;
De coisas que nem sei como existiram, mas que se soubesse,
De certo gostaria de experimentar;
Quantas vezes tenho vontade de encontrar não sei o que,
Não sei aonde,
Para reaver alguma coisa que nem sei o que é
E nem onde perdi...
Vejo o mundo girando e penso que poderia estar
Sentindo saudades em japonês,
Em russo, em italiano latim , e inglês,
Mas que na minha saudade,
Por eu ter nascido assim
Só fala português embora, lá no fundo, possa ser poliglota.
Aliás, dizem que se costuma usar sempre a língua pátria,
Espontaneamente, quando estamos desesperados,
Para contar dinheiro, fazer amor e declarar sentimentos fortes,
Seja lá em que lugar do mundo estejamos.
Eu acredito que um simples "I miss you",
Ou seja, lá como possamos traduzir saudade
Em outra língua, nunca terá a mesma força
assim como o Fado só se pode contar com saudade
É o significado da nossa palavrinha e o centro da nossa música.
Talvez não exprima, corretamente,
A imensa falta que sentimos de coisas ou pessoas queridas.
E é por isso que eu tenho mais saudades...
Porque encontrei uma palavra para usar
Todas as vezes que sinto este aperto no peito,
Meio nostálgico meio sofrido,
Mas que funciona melhor do que um sinal vital
Quando se quer falar de vida e de sentimentos.
Ela é a prova inequívoca de que somos sensíveis,
De que amamos muito do que tivemos e lamentamos as coisas boas
Que perdemos ao longo da nossa existência...
Sentir saudade é sinal de que se está vivo
Hoje, deu vontade de chorar e eu só queria um colo para encostar minha cabeça e fingir que o mundo lá fora não existe. Hoje eu queria um abraço daqueles que te sufoca de tão apertado e ao mesmo tempo te protege de tudo. Hoje eu só queria ouvir “eu liguei pra saber se você tá bem” pra sentir uma dor menos doída dentro do peito
Bom dia
Qual é a diferença da tristeza e da infelicidade ? Tristes, todos nós ficamos, mas e infelizes ? Você já teve a duvidade de porque continuar, seguir em frente ? Todas as noites você chora, sem motivo algum. Ao deitar na cama e refletir, não lhe surge mais um sorriso no rosto como surgia antes, se as crises de riso, se tornam risadas abafadas, se aquele choro, se torna fluente, a vontade de ficar em casa o dia todo é maior do que a de sair para se divertir, se voce sente, que a felicidade pode ter ido embora, o que fazer ? Eu só queria voltar no tempo, e poder refazer tudo e quem sabe me sentir melhor agora. Mas será que se eu voltasse, não faria tudo de novo ? Posso errar sim, até demais. Porém, se eu tivesse a oportunidade de voltar no tempo, voltaria nos meus momentos felizes e os reviveria, não tentaria concertar meus erros. Eu só queria me sentir feliz… E viva
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Historias da net....
'Eles tinham seis anos de idade e iam fugir juntos. Lento, o menino enfiou o pião no bolso, sua única posse, e encaminhou-se para a porta. De dentro chegou a voz da mãe num prenúncio de reclamação está quase na hora do jantar, onde é que você vai? Não respondeu. Em silêncio, começou a concretizar o que há dois dias se desenrolava dentro dele. A segurança da coisa construída em imaginação durante horas de quietude emprestava a seus passos um precisão até então inédita, permitindo-lhe a audácia de não responder, ignorando eventuais palmadas. O trinco quase machucou a mão no ato de fechar a porta, mas ele já começava a criar das coisas que formavam "o que ficava". E o que ficava era tanto que praticamente não tinha nada além de: um pião no bolso e uma idéia na cabeça.
O morrer do sol colocava uma cor também de fuga nas casas, nas coisas, nas pessoas que cruzavam numa melancolia de anoitecer. Em breve as sombras se afirmariam em escuro e ele não estaria mais ali. A idéia poderia quebrá-lo por dentro, porque era duro de repente não estar mais num lugar. Mas ele nem se machucava, há tanto já adivinhara os movimentos interiores prevenindo os receios, precavendo-se contra a série de sentimentaloidices que se amontoariam bruscas sobre seu coração de seis anos de vida. Por tanto, estava preparado. Dentro do tempo que vivera, dois dias era uma longa preparação de esquecimento que se impusera com método, recusando ternuras, comida na boca, cafuné antes de dormir. Estava todo delineado. E fugia.
Caminhava devagar, a coisa remexendo-se com gosto dentro dele. Num esquecimento de que era insípida, quase estalava a língua de puro prazer. Mãos nos bolsos, cabeça baixa, ah nunca se sentira tão definitivo. Era seu primeiro crime, e tão longamente premeditado que não havia espanto nem temor. Como um profissional da fuga, ia indo pela calçada comprida, rente ao muro. O sol espichava sua sombra para trás, vezenquando ele se voltava para ver se ela ainda o acompanhava. Ainda. Expressava seu alívio em forma de suspiro, e prosseguia. Permitia-se apenas esse medo, o de estar sozinho. Mas aquela sombra imensa e achatada contra o cimento não deixava de ser uma segurança, embora disforme.
Pegou uma pedrinha branca e começou a riscar o calçamento. Depois enfiou-a no bolso, numa sabedoria de coisa decidida: poderiam segui-lo através do risco fino, irregular. Ainda mais seguro, olhou quase vesgo de satisfação para uma senhora com a bolsa grávida de compras. A mulher encarou-o com desconfiança. Ele parou, o medo se transformando em desafio nos olhos que meio furavam a natureza da mulher. Suspensos no meio da tarde, mediam-se expectantes. Pensou em correr, depois riu um risinho cínico que aprendera na televisão -ela não sabia de seu crime. Então esperou. Até que a mulher abriu a bolsa e estendeu-lhe dois biscoitos. Balbuciou um agradecimento de espanto com tanta inocência humana e enfiou-os no bolso, junto com a pedrinha branca. A silhueta da mulher morria na esquina quando ele se interrogou, numa primeira incompreensão. Saíra de casa apenas com o pião, agora já tinha dois biscoitos, uma sombra, uma pedrinha branca e um acontecimento. Fugir não era então ir se despojando de coisas? Não entendeu, mas o poste que marcava longe o lugar do encontro suspendeu a dúvida. Preocupado, encaminhou-se para lá.
Não via a menina. Correu para o poste, investigou as pessoas que passavam mas nenhuma tinha jeito-de-menina-que-ia-fugir. Coçou a cabeça. Num desânimo, esperar. Acomodou a irritação no meio-fio, tirou as posses do bolso. Começava por um biscoito, depois brincava com o pião, depois o outro biscoito, depois desenhava no chão com a pedrinha branca, depois pensava na coisa acontecida. Detestava a improvisação, por isso ficou um pouco abalado com a ausência da menina e teve que planejar ações em que não havia pensado. Começava a desconfiar seriamente da honestidade do sexo oposto. Acumulou um série de queixas que abalaram o prestígio da menina, e preparava-se para pensá-las quando o biscoito sobre a calça fez um jeito fascinante, assim meio pedindo para ser comido. Havia-se recusado tantas coisas nos últimos dois dias que guardava mesmo um pouco de fome formando um espaço branco no estômago. Rompendo com o planejamento, devorou voraz os dois biscoitos, depois misturou pedaços de unhas aos farelos restantes. Quase saciado, girou o pião de leve no cimento. Um menino que passava olhou fixo, invejando. Lembrou da impontualidade da menina e perguntou objetivo:
- Quer fugir comigo?
Inexperiente dessas coisas, o outro arregalou os olhos:
- Quê?
- Quer fugir comigo?
- Pra onde?
- Não sei ainda. Qualquer lugar.
- Pode ser Vênus?
- Pode.
- E Gotham City?
- Pode.
- E. ..e. ..(a geografia falhava).
- Quer ou não quer?
- Não sei, o que é que você me dá se eu fugir com você? .
O menino investigou as posses desfalcadas. Percebeu o brilho de cobiça nos olhos do outro:
- O pião. Quer?
O outro fez cara de dúvida:
- Sei não. Isso presta?
- Quer ou não quer? ("É pegar ou largar", dizia o gangster na televisão).
- Quero.
Estendeu a mão. O menino fez um movimento esquivo de dissimulação.
- Agora não. Só depois que a gente chegar lá.
- Lá onde?
- No lugar, ora.
- Que lugar?
- O lugar para onde agente vai fugir .
- Mas você não disse que não sabe onde é?
- Disse.
- Então pode levar anos.
- E daí?
- Dai que eu quero o pião agora.
Desacostumado a argumentar, estendeu o pião. Antes que pudesse fazer qualquer gesto, o outro já ai longe, risada dobrando a esquina, o pião roubado, a promessa não cumprida. Todo magoado com a desonestidade alheia voltou a pensar na menina. Encaminhou-se para a casa dela. Bateu devagar na porta. A mãe da menina espiou pela janela.
- A Lucinha está?
- Não. Foi no aniversário da menina aqui ao lado.
Meio que tropeçou no inesperado da coisa. Devia ter ficado pálido, porque a mãe-da-menina-que-ia-fugir dobrou-se para ele, perguntando se estava sentindo alguma coisa. Estava. Mas como desconhecia aquela onda verde bem claro que se quebrava incompleta dentro dele, não teve palavras para explicar.
Disse não, não tenho nada, e foi saindo de cabeça baixa. Já não só duvidava da menina, mas principalmente de si próprio. Parecia-lhe um pouco culpa sua aquele amontoado de desencontros. De dez minutos para cá aconteciam coisas tão incompreensíveis que estava quase desistindo. Por uma questão de dignidade, bateu na porta da casa de menina-que-estava-de-aniversário, que apareceu de vestido cor-de-rosa perguntando se ele tinha trazido presente. Ele desentendeu um pouco mais, ainda assim fez voz firme e pediu para falar com a menina-que-ia-fugir. Com o maior cinismo do mundo, ela brotou de repente duma nuvem de babadinhos, a cara limpa, o cabelo penteado com uma fita -ela, a falsa, que vivia com os fios na boca. Mais grave: um copo de guaraná e uma cocada nas mãos. Nunca a vira tão Lucinha em toda a sua vida.
Teve vontade de dar um tiro nela. Mas estava tão desarmado que só conseguiu perguntar com voz meio irregular:
- Você não ia fugir comigo?
- Ia -disse a menina mordendo a cocada. E ai! O espaço branco da fome cintilou dentro dele.
- Esperei você até agora. Por que que você não foi?
- Por causa do aniversário, ué.
- E o que que tem isso?
- Tem que fugir a gente pode todos os dias, mas aniversário é só de vezenquando.
Tinha selecionado uma porção de adjetivo pejorativos para jogar em cima dela, mas o pretexto era de uma lógica tão irrecusável que ele ficou parado uma porção de tempo, sentindo o tudo que preparara lento em dois longos dias de meditação ir-se desfazendo como a cocada na boca da menina.
Ela olhava para ele, ele pensava na frase, pensava, pensava, ai, o espaço branco aumentando por dentro, uma baita raiva da menina, da mulher que dera os biscoitos, do moleque que fugira com o pião, vontade de bater neles todos ou, na impossibilidade, sapatear até ficar roxo e a mãe chamar o médico num susto. Mas os barulhos da festa cresciam lá dentro, o sol morrendo dourava ainda mais o guaraná, o espaço em branco aumentava até o não-suportar-mais. Indeciso ainda, virou o pé leve no chão. Até que deixou de lado o pudor e perguntou:
- Será que ela deixa eu entrar sem presente?
O morrer do sol colocava uma cor também de fuga nas casas, nas coisas, nas pessoas que cruzavam numa melancolia de anoitecer. Em breve as sombras se afirmariam em escuro e ele não estaria mais ali. A idéia poderia quebrá-lo por dentro, porque era duro de repente não estar mais num lugar. Mas ele nem se machucava, há tanto já adivinhara os movimentos interiores prevenindo os receios, precavendo-se contra a série de sentimentaloidices que se amontoariam bruscas sobre seu coração de seis anos de vida. Por tanto, estava preparado. Dentro do tempo que vivera, dois dias era uma longa preparação de esquecimento que se impusera com método, recusando ternuras, comida na boca, cafuné antes de dormir. Estava todo delineado. E fugia.
Caminhava devagar, a coisa remexendo-se com gosto dentro dele. Num esquecimento de que era insípida, quase estalava a língua de puro prazer. Mãos nos bolsos, cabeça baixa, ah nunca se sentira tão definitivo. Era seu primeiro crime, e tão longamente premeditado que não havia espanto nem temor. Como um profissional da fuga, ia indo pela calçada comprida, rente ao muro. O sol espichava sua sombra para trás, vezenquando ele se voltava para ver se ela ainda o acompanhava. Ainda. Expressava seu alívio em forma de suspiro, e prosseguia. Permitia-se apenas esse medo, o de estar sozinho. Mas aquela sombra imensa e achatada contra o cimento não deixava de ser uma segurança, embora disforme.
Pegou uma pedrinha branca e começou a riscar o calçamento. Depois enfiou-a no bolso, numa sabedoria de coisa decidida: poderiam segui-lo através do risco fino, irregular. Ainda mais seguro, olhou quase vesgo de satisfação para uma senhora com a bolsa grávida de compras. A mulher encarou-o com desconfiança. Ele parou, o medo se transformando em desafio nos olhos que meio furavam a natureza da mulher. Suspensos no meio da tarde, mediam-se expectantes. Pensou em correr, depois riu um risinho cínico que aprendera na televisão -ela não sabia de seu crime. Então esperou. Até que a mulher abriu a bolsa e estendeu-lhe dois biscoitos. Balbuciou um agradecimento de espanto com tanta inocência humana e enfiou-os no bolso, junto com a pedrinha branca. A silhueta da mulher morria na esquina quando ele se interrogou, numa primeira incompreensão. Saíra de casa apenas com o pião, agora já tinha dois biscoitos, uma sombra, uma pedrinha branca e um acontecimento. Fugir não era então ir se despojando de coisas? Não entendeu, mas o poste que marcava longe o lugar do encontro suspendeu a dúvida. Preocupado, encaminhou-se para lá.
Não via a menina. Correu para o poste, investigou as pessoas que passavam mas nenhuma tinha jeito-de-menina-que-ia-fugir. Coçou a cabeça. Num desânimo, esperar. Acomodou a irritação no meio-fio, tirou as posses do bolso. Começava por um biscoito, depois brincava com o pião, depois o outro biscoito, depois desenhava no chão com a pedrinha branca, depois pensava na coisa acontecida. Detestava a improvisação, por isso ficou um pouco abalado com a ausência da menina e teve que planejar ações em que não havia pensado. Começava a desconfiar seriamente da honestidade do sexo oposto. Acumulou um série de queixas que abalaram o prestígio da menina, e preparava-se para pensá-las quando o biscoito sobre a calça fez um jeito fascinante, assim meio pedindo para ser comido. Havia-se recusado tantas coisas nos últimos dois dias que guardava mesmo um pouco de fome formando um espaço branco no estômago. Rompendo com o planejamento, devorou voraz os dois biscoitos, depois misturou pedaços de unhas aos farelos restantes. Quase saciado, girou o pião de leve no cimento. Um menino que passava olhou fixo, invejando. Lembrou da impontualidade da menina e perguntou objetivo:
- Quer fugir comigo?
Inexperiente dessas coisas, o outro arregalou os olhos:
- Quê?
- Quer fugir comigo?
- Pra onde?
- Não sei ainda. Qualquer lugar.
- Pode ser Vênus?
- Pode.
- E Gotham City?
- Pode.
- E. ..e. ..(a geografia falhava).
- Quer ou não quer?
- Não sei, o que é que você me dá se eu fugir com você? .
O menino investigou as posses desfalcadas. Percebeu o brilho de cobiça nos olhos do outro:
- O pião. Quer?
O outro fez cara de dúvida:
- Sei não. Isso presta?
- Quer ou não quer? ("É pegar ou largar", dizia o gangster na televisão).
- Quero.
Estendeu a mão. O menino fez um movimento esquivo de dissimulação.
- Agora não. Só depois que a gente chegar lá.
- Lá onde?
- No lugar, ora.
- Que lugar?
- O lugar para onde agente vai fugir .
- Mas você não disse que não sabe onde é?
- Disse.
- Então pode levar anos.
- E daí?
- Dai que eu quero o pião agora.
Desacostumado a argumentar, estendeu o pião. Antes que pudesse fazer qualquer gesto, o outro já ai longe, risada dobrando a esquina, o pião roubado, a promessa não cumprida. Todo magoado com a desonestidade alheia voltou a pensar na menina. Encaminhou-se para a casa dela. Bateu devagar na porta. A mãe da menina espiou pela janela.
- A Lucinha está?
- Não. Foi no aniversário da menina aqui ao lado.
Meio que tropeçou no inesperado da coisa. Devia ter ficado pálido, porque a mãe-da-menina-que-ia-fugir dobrou-se para ele, perguntando se estava sentindo alguma coisa. Estava. Mas como desconhecia aquela onda verde bem claro que se quebrava incompleta dentro dele, não teve palavras para explicar.
Disse não, não tenho nada, e foi saindo de cabeça baixa. Já não só duvidava da menina, mas principalmente de si próprio. Parecia-lhe um pouco culpa sua aquele amontoado de desencontros. De dez minutos para cá aconteciam coisas tão incompreensíveis que estava quase desistindo. Por uma questão de dignidade, bateu na porta da casa de menina-que-estava-de-aniversário, que apareceu de vestido cor-de-rosa perguntando se ele tinha trazido presente. Ele desentendeu um pouco mais, ainda assim fez voz firme e pediu para falar com a menina-que-ia-fugir. Com o maior cinismo do mundo, ela brotou de repente duma nuvem de babadinhos, a cara limpa, o cabelo penteado com uma fita -ela, a falsa, que vivia com os fios na boca. Mais grave: um copo de guaraná e uma cocada nas mãos. Nunca a vira tão Lucinha em toda a sua vida.
Teve vontade de dar um tiro nela. Mas estava tão desarmado que só conseguiu perguntar com voz meio irregular:
- Você não ia fugir comigo?
- Ia -disse a menina mordendo a cocada. E ai! O espaço branco da fome cintilou dentro dele.
- Esperei você até agora. Por que que você não foi?
- Por causa do aniversário, ué.
- E o que que tem isso?
- Tem que fugir a gente pode todos os dias, mas aniversário é só de vezenquando.
Tinha selecionado uma porção de adjetivo pejorativos para jogar em cima dela, mas o pretexto era de uma lógica tão irrecusável que ele ficou parado uma porção de tempo, sentindo o tudo que preparara lento em dois longos dias de meditação ir-se desfazendo como a cocada na boca da menina.
Ela olhava para ele, ele pensava na frase, pensava, pensava, ai, o espaço branco aumentando por dentro, uma baita raiva da menina, da mulher que dera os biscoitos, do moleque que fugira com o pião, vontade de bater neles todos ou, na impossibilidade, sapatear até ficar roxo e a mãe chamar o médico num susto. Mas os barulhos da festa cresciam lá dentro, o sol morrendo dourava ainda mais o guaraná, o espaço em branco aumentava até o não-suportar-mais. Indeciso ainda, virou o pé leve no chão. Até que deixou de lado o pudor e perguntou:
- Será que ela deixa eu entrar sem presente?
Refletir....
'..e se um dia ou uma noite um demônio se esgueirasse em tua mais solitária solidão e te dissesse: "Esta vida, assim como tu vives agora e como a viveste, terás de vivê-la ainda uma vez e ainda inúmeras vezes: e não haverá nela nada de novo, cada dor e cada prazer e cada pensamento e suspiro e tudo o que há de indivisivelmente pequeno e de grande em tua vida há de te retornar, e tudo na mesma ordem e sequência - e do mesmo modo esta aranha e este luar entre as árvores, e do mesmo modo este instante e eu próprio. A eterna ampulheta da existência será sempre virada outra vez - e tu com ela, poeirinha da poeira!". Não te lançarias ao chão e rangerias os dentes e amaldiçoarias o demônio que te falasses assim? Ou viveste alguma vez um instante descomunal, em que lhe responderías: "Tu és um deus e nunca ouvi nada mais divino!'
(Nietzsche)
(Nietzsche)
O que o meu silêncio pode significar para você...
O que o meu silêncio pode significar para você...
"Me olha de novo."

"Quero tirar o teu fôlego com os meus beijos."
"Senta no meu colo."
"Deixa eu te dar uma mordida gostosa no teu pescoço? Deixa vai?"

"Dê-me sua mão."
"Fique aqui do meu lado."
"Beija gostoso."
"Dá meu beijinho de esquimó, narizinho de batata? Dá?!

"Vem dançar comigo!"
"Canta junto esta canção."
"Abraça-me bem apertado! O abraço do urso Pimpão!"
"Come direitinho a comida bebê!"
"Não fuja. Não desapareça."
"Coloque a cabeça no meu peito e descanse."
"Estou pensando em você."
"Você é o meu afeto."
"Quer que eu afague os teus cabelos? Quer um beijo na testa?"

"Será que ela está bem?"
"Etc..." Não tem mais jeito...
De qualquer maneira, em qualquer circunstância...
Você foi, é e será meu afeto.

BEM VINDO JOÃO
João Miguel, que a tua luz brilhe
Iluminando o espaço compreendido
Entre os limites de um corpo...
Que tuas palavras,
Sejam escritas
Ou faladas,
Transmitam cura para os corações feridos,
Transmitam cura para os corações feridos,
Libertação para os sentimentos apreendidos.
Que sejas o desejo
De lábios presos
Para que deles brilhem um sorriso.
Que sejas o anseio
Dos olhos consternados
E com a proteção que de ti exala
Sejas o arrimo de muitas almas.
Que tragas a sua mãe todo o entendimento
força e coragem que ela precisa
nesse momento...
Mulher Misteriosa
O que será que ela faz aqui?
De onde ela é?
Para aonde ela vai?
Quem é ela?
Qual o seu nome?
Não sabemos muito sobre ela,
Mas sabemos de umas coisas:
Veio aliviar os nossos corações;
Veio sarar as nossas dores;
Veio nos deixar felizes;
Veio nos acalmar;
Veio nos dar esperança e amor;
Veio nos dar forca;
Veio nos ensinar o bem;
Veio nos dar a paz;
Veio deixar só coisas boas.
Por que esse mistério?
Porque se soubéssemos de tudo
A vida não teria graça.
O que importa nela:
É que ela é uma
MULHER FANTÁSTICA
De onde ela é?
Para aonde ela vai?
Quem é ela?
Qual o seu nome?
Não sabemos muito sobre ela,
Mas sabemos de umas coisas:
Veio aliviar os nossos corações;
Veio sarar as nossas dores;
Veio nos deixar felizes;
Veio nos acalmar;
Veio nos dar forca;
Veio nos ensinar o bem;
Veio nos dar a paz;
Veio deixar só coisas boas.
Porque se soubéssemos de tudo
O que importa nela:
É que ela é uma
Por que?
Por que as pessoas mudaram?
Por que os pais pensam em tudo?
Por que primeiro lugar no dinheiro?
Por que segundo lugar no trabalho?
Por que terceiro nas suas vidas?
Por que ultimo lugar nos filhos?
Por que os professores estão estressados?
Por que as crianças estão com doenças mentais?
Por que os adolescentes só pensam em drogas?
Por que os adultos não sabem mais nada do que namorar?
Por que os idosos são desrespeitados?
Por que os psiquiatras estão aumentando em numero?
E os professores diminuindo?
Por que todos querem seguir a mídia?
Por que querem ser famosos?
Por que todos estamos enlouquecendo?
Por que o amor e a educação estão desaparecendo?
Por que o dinheiro e as drogas apareceram?
Por que esquecemos que nós somos?
Por que alguém não me diz o que está acontecendo?Por que não há respostas?
Por que?
Por que os pais pensam em tudo?
Por que primeiro lugar no dinheiro?
Por que segundo lugar no trabalho?
Por que terceiro nas suas vidas?
Por que ultimo lugar nos filhos?
Por que os professores estão estressados?
Por que as crianças estão com doenças mentais?
Por que os adolescentes só pensam em drogas?
Por que os adultos não sabem mais nada do que namorar?
Por que os idosos são desrespeitados?
Por que os psiquiatras estão aumentando em numero?
E os professores diminuindo?
Por que todos querem seguir a mídia?
Por que querem ser famosos?
Por que todos estamos enlouquecendo?
Por que o amor e a educação estão desaparecendo?
Por que o dinheiro e as drogas apareceram?
Por que esquecemos que nós somos?
Por que alguém não me diz o que está acontecendo?Por que não há respostas?
Por que?
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
El Regalo Mas Grande
Quiero hacerte un regalo,
Algo dulce,
Algo raro......
No un regalo común,
De los que perdiste o nunca abriste
Que olvidaste en un tren o no aceptaste,
De los que abres y lloras,
Que estas feliz y no finges,
Y en este día de septiembre,
Te dedicaré
Mi regalo más grande
Quiero donar tu sonrisa a la luna así que
De noche, quien la mire, pueda pensar en ti
Porque tu amor para mi es importante
Y no me importa lo que diga la gente
Porque
Aun con celos se que me protegías y se
Que aun cansada tu sonrisa no se marcharía
Mañana saldré de viaje y me llevare tu presencia
Para que
Sea nunca ida y siempre vuelta
Mi regalo más grande...
Quisiera me regalaras,
Un sueño escondido,
O nunca entregado,
De esos que no se abrir,
Delante de mucha gente,
Porque el regalo más grande,
Es sólo nuestro para siempre
Quiero donar tu sonrisa a la luna así que
De noche, quien la mire, pueda pensar en ti
Porque tu amor para mi es importante
Y no me importa lo que diga la gente
Porque
Aun con celos se que me protegías y se
Que aun cansada tu sonrisa no se marcharía
Mañana saldré de viaje y me llevare tu presencia
Para que sea nunca ida y siempre...
Si llegara ahora el fin que sea en un abismo
No para odiarme sino para intentar volar y..
Y si te niega todo esta extrema agonía
Si aun la vida te negara, respira la mía
Y estaba atento a no amar antes de encontrarte
Y descuidaba mi existencia y no me importaba
No quiero lastimarte amor, amor, amor...
Quiero donar tu sonrisa a la luna así que
De noche, quien la mire, pueda pensar en ti
Porque tu amor para mi es importante
Y no me importa lo que diga la gente
Y tu...
Amor negado, amor robado y nunca devuelto
Mi amor tan grande como el tiempo, en ti me pierdo
Amor que me habla con tus ojos aquí enfrente
Eres tú
El regalo más grande
Assinar:
Postagens (Atom)


